E a menina continua...
Eu poderia querer ter muito, muito mesmo, assim como sonham as crianças de cidades grandes. Sonham quadrado pensando em fortuna. Eu sonho redondo e sempre sonhei assim. Eu prefiro ser, ser muito. Assim como um sorriso. Ele é e pronto. Temos que ter cuidado ao percebermos o mundo, não podemos olhar quadrado, afinal de contas, o mundo é redondo. Eu poderia falar palavras por falar levadas junto ao vento. Mas eu preferi dizer junto ao teu coração e sua mente. Minha voz não sai de sua cabeça, seja em discussões ou em caricias doces. Palavras moles com ar de bom tom. Eu sei como é nos olharmos e sabemos que é muito além do que simples bolhas de sabão. Encantadoras, mas que explodem tendo um fim. Somos como as nuvens de algodão. Somos o céu. O infinito. Somos uma união decretada pela liberdade. Nos encontramos em nossa liberdade. Mas quando vamos dormir é de nossos corpos e companhia que sentimos falta, muita falta. Falta do dedo apontado, falta do sorriso ao acordar. Falta da risada do nada ao te olhar. Acho que já caminhamos um pouco pra sabermos o que é e o que faz realmente a diferença. A vida e feitas de escolhas e já sabemos disso. Não precisamos errar mais. É só ouvir o que esse grande amigo fala. Escuta a porra do coração. Ele nunca falha, se isso ocorrer, é fatal.
Trecho onde o protagonista J.J envia um cartao a uma de suas escolhidas, Silvia. No livro - A Menina das Borboletas (Patricia Lobo).
Escrito por Patrícia Lobo às 07h30
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LIBRIANAS NATA

Minha prima linda - Julia Lobo e eu.
Escrito por Patrícia Lobo às 07h25
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"... TEMPO, TEMPO, MANO VELHO FALTA TEMPO AINDA EU SEI...
PRA VOCE CORRER MACIO.
TEMPO, TEMPO...
MANO VELHO.
FICA COMIGO.
SEJA LEGAL!"
Escrito por Patrícia Lobo às 07h07
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ESSA E A MULHER

Clarice Lispector! Uma escritora genial.
Escrito por Patrícia Lobo às 09h03
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AO SOM DE UM BLUES EU VOU LEVANDO

Vou levando dia a dia nas ruas de Londres. Ao entrar na estacao de metro Willesden Green eu vou ate a estacao de King's Cross(estacao mae, interliga todas as outras linhas). Londres tem muitas linhas de metro e a famosa troca de metro fazemos por aqui mais de uma vez. E na estacao de King's Cross, eu caminhei ao som de um blues amargurado, o blues chorava em meu ouvido. Sim, era um musico na estacao fazendo seu trabalho. Aquilo era uma cena de cinema rodado exatamente em 35mm. Eu queria muito realizar uma cena daquelas. Aquilo era um poema em imagem. Tive que fazer mais uma troca de King's Cross para estacao Angel. Angel e uma das estacoes mais profunda que Londres tem. Bem abaixo do solo mesmo. Eu me deparo com um outro musico chorando em sua gaita palavras que viraram partitura. Novamente me deparando com poesia. E eu subia a escada rolante com o corpo arrepiado de tamanha impressao. E como se eu saisse do inferno e subisse naquelas escadas rolantes como aprovacao de que eu estava saindo junto ao ceu. Mas quando eu vi, eu estava no meio da Avenida e aquilo so era uma ilusao. E ainda continuava ali, dentro dele.
Escrito por Patrícia Lobo às 08h41
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METADE DE MIM

E escrever e escrever. Sem prever, so pra relatar. Pra contar. Pra fantasiar. Escrevo por necessidade e por ausencia. Escrevo pra preencher, pra contestar e argumentar. Escrevo porque faz parte de mim em minha metade presente e na ausente eu tento me descobrir. Escrevo pra vomitar toda a doenca que eu vejo e que muitas das vezes esta em mim. Escrevo pra nao adoecer, pra tentar viver mais. Escrevo pra amar mais, pra ao menos tentar. Escrevo pra nao aparentar tamanho o meu sorriso amarelo. Escrevo pra ilustrar uma foto nada a ver. Escrevo pra deixar de ter e ser. Escrevo pra ser, jamais pra ter. Escrevo pra viver. E pra nao desistir. Escrevo porque escrever e minha vida.
Escrito por Patrícia Lobo às 08h31
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OUTRA METADE DE MIM

E no outro tempo que me revelo. Sao naquelas lembrancas que ficaram que me faz o hoje. E na descoberta que tenho a cada dia. Eu sonho muito. Talvez e a forma. As pessoas deveriam sonhar mais e nao perder jamais a curiosidade das coisas, talvez elas pudessem assim se encontrarem realmente. A sabedoria esta em nao desistir de ser curioso. Sou uma curiosa de plantao e a vontade e o tesao das coisas surgem exatamente dai, em ter curiosidade sempre em descobrir e querer entender as coisas. Mesmo que pareca intangivel, eu vou junto com minha curiosidade. Junto ao vento.
Escrito por Patrícia Lobo às 08h24
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