E ELA VEM NOS VISITAR QUANDO DÁ NA TELHA
As ruas vazias ou com as almas sem ambiente perambulam por aí. Os bares cheios de casais sem beijo sorrindo para se rir. Os pássaros passeiam de fato, sem um lugar exato pra ir. A cafeteira grita dizendo é hora do despertar. O corpo pede e você levanta. É. O estado de espírito nem sempre é dos melhores, mesmo assim, a gente tenta e espera a sua visita. Ela não costuma falar alto e muito menos ser exibida. Quando você percebe, só a percebe depois que ela já foi embora. Ela sempre é lembrada pela ausência. Depois a gente acredita que somos o topo do mundo e que em nossa palhaçada o nosso abismo está logo a frente. Todos nós temos um abismo quando nascemos. O governo metafísico não se incomoda nem um pouco. Ela não é, e, esta longe de ser sua melhor amiga, ela não é amiga. Ela está longe de ser teu grande amor. Ela não pode te amar, mesmo porque, deveria existir muito espaço em seu coração e certamente não daria conta. Ela não é familiar, mas sim, uma grande conhecida. Uns a conhecem mais, já outros por alguma viela a encontrou. Ela realmente aparece do nada e muitas das vezes é procurada. Nem sempre a conseguimos encontrar. Como eu disse, ela é uma grande conhecida. Ela não pode ser plena, e sim, passageira. Em algum momento de sua vida ela cruzará teu caminho, mas lembre, ela não pode se apegar e ela não o fará isso. Ela é apenas uma visita. Uma grande conhecida. Ela, a felicidade.
Escrito por Patrícia Lobo às 10h43
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