PASSAR DOS DIAS
Mesmo eu rindo igual uma louca, isso não tira a dor dos acontecimentos. Como disse, não perdôo. Não confio. É como você tivesse investido a ficha que você demora pra usar porque não quer usá-la de forma errada. Quer acertar, entende? Mesmo assim, percebi o quanto sou grande e é bem como um de meus amigos diz: "Isso é muito pequeno pra nos preocuparmos, a vida é maior que isso". Aí eu fiquei tentando entender o que seria essa coisa maior, se o que a gente de certa forma busca entre relações, trabalho, amigos, enfim outras coisas... estava tentando entender o que seria maior e é verdade. É maior! Muito maior. E depois, entendi que quanto eu mais me amar, melhor pra mim. Eu certamente não me decepcionarei. E quando cada um resolve ficar em seu campo, as coisas podem fluir bem, você começa a perceber o teu espaço e depois o que circula em volta dele, e aí quando a gente cuida, não tem como. Ontem percebi um par de olhos e esses olhos, de certa forma, quiseram dizer alguma coisa e que olhos eu diria.
Escrito por Patrícia Lobo às 13h40
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ONTEM ASSISTI A PEÇA
"E ÉRAMOS TODOS THUNDERBIRDS"
Antes de mais nada, falarei o que achei. Por acompanhar o trabalho do grupo há um certo tempo e já ter assistido um boa parte de suas peças, essa ainda não tinha conferido e digo, simplesmente fantástica. Uma peça que já está entre as minhas "mais, mais preferidas". Que retrata de uma forma absurda, mas muito verdadeira a ação, de certa forma, fazer teu próprio caminho, com um pouco mais de verdade, de sinceridade consigo mesmo. Enquanto as pessoas estão se preocupando em pertencer ao todo, eles não, estão preocupados somente em serem eles mesmos, isso é uma escolha, nem sempre muito fácil, aliás, diria, nada fácil. Onde como o personagem do Mário Bortolloto diz: " Os caras de 20 anos, estão preocupados em terem o carro do ano, e eu, com quarenta anos não tenho carro, casa e um emprego estável..." (Foi mais ou menos isso). E mesmo assim as pessoas não entendem. Uma peça que ri muito, muito mesmo, com a atuação dos amigos Wilton Andrade, um fenômeno nessa peça; Ester Laccava, tem uma coisa impressionante em sua atuação, "formas de olhar", que se desenvolvem com uma facilidade e ao mesmo tempo uma sensibilidade para deixar exatamente no ponto desejado, é uma das minhas atrizes preferida. Fernanda D'umbra, com um tempo precioso na hora de não perder a piada; João Fábio Cabral, ilário; Walter Figueredo (Batata), percebi uma nova forma, um crescimento, desenvolvimento de características junto ao personagem e o Mário Bortolotto, me fez lembrar muito o personagem que mais gosto de suas peças, o precioso "Cardan" magnífico! Com esse time, não dá pra perder... Vão conferir!

A Mostra Cemitério à Meia-Noite está acabando. Essa é a última peça da Mostra. Ela acaba junto com a temporada de "Chapa Quente" na semana que vem. Eu, particularmente, tô cansado pra caralho. Tô precisando ficar quieto um pouco, escrevendo e fazendo mais uma porrada de outros trampos que estão atrasados. Vai ser bom ficar fora de cena por um tempo. É um trampo divertido, mas cansa pra caralho. Ter que fazer uma peça nova por semana não é fácil. Redecorar os textos, ensaiar tudo de novo, substituir atores e sem dinheiro nenhum é um pouco foda. A gente não tem grana pra divulgação. Às vezes, como nessa semana, nem no "Guia da Folha" sai, aí fica complicado. Então é com certo alívio que a gente tá encerrando a Mostra. O espetáculo desses dois últimos finais de semana é "E éramos todos Thunderbirds" que eu escrevi em 2.002. Quatro traficantes de maconha passam os dias em casa assistindo desenhos animados e MTV, e consumindo todo o produto que deviam traficar. Isto é, nem como traficantes eles são bem sucedidos. Como diz um dos personagens "eles são perdedores já no útero materno". A diferença é que esses caras optaram conscientemente por isso e preferem ser assim. O que parece ser apenas uma comédia absurda de quarentões reclamando da ausência de clips de rock na MTV é na verdade uma elegia aos perdedores, aos sujeitos que como eu escolheram um jeito mais sincero de viver e que às vezes é tirado de "ingenuidade". Fazendo essa peça, eu me sinto em casa. Esse é o texto final que um dos personagens lê em voz alta. O único momento aparentemente sério do espetáculo. Pra mim, o espetáculo é todo muito sério, por mais inacreditável que possa parecer.
Texto e Direção : Mário Bortolotto / com Fernanda D´Umbra, Ester Laccava, João Fábio Cabral, Walter Figueiredo, Wilton Andrade e Mário Bortolotto
Operação Técnica : Marcelo Montenegro
Cenotécnica : Régis Santos
Produção : Wilton Andrade
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Sextas e Sábados - 24h (Até 01/07)
Satyros 1
Praça Roosevelt, 214.
Tel : 3258-6345
Ingressos : R$ 20
Escrito por Patrícia Lobo às 10h13
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Uns Dez Amantes - Kléber albuquerque
Alguns trechos dessa música que eu tanto gosto...
(...)
Me diz como ser feliz
Como num salão
De cores febris
De almas gentis
Seres de algodão
(...)
E um sorriso que não se desfez
Quando medo atravessou teu coração
(...)
Você tem 10 projetos 10.000 expedientes
Pra fingir que é dor a dor que sente
Seus desejos sempre tão incertos
Seus olhares beneficientes
Escrito por Patrícia Lobo às 09h47
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Hoje estava lendo um pouco de Platão, quem me conhece, sabe muito bem que gosto de filosofia e li um trecho que sempre acreditei, não exatamente com essas palavras, mas pra muitos e muitas que já vieram me dizer o contrário. Sempre acreditei nisso que segue logo abaixo.
"Devemos aprender durante toda a vida, sem imaginar que a sabedoria vem com a velhice." (Platão).
Sem imaginar que precisamos chegar a velhice pra percebermos certas razões, ou até mesmo ir contra ela pra priorizar outros sentidos...
Escrito por Patrícia Lobo às 13h49
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INACABADO O ACABADO

Escrito por Patrícia Lobo às 18h52
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ESPELHO DA ALMA

Escrito por Patrícia Lobo às 18h05
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Dai-me forças!
Escrito por Patrícia Lobo às 15h22
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Meu amigo disse que essa música é minha. Ele sempre fica cantarolando trechos para mim...
"Ela faz cinema Ela faz cinema Ela é assim Nunca será de ninguém Porém eu não sei viver sem E fim"
Nova música do Chico Buarque - Ela faz cinema.
Quando ela chora Não sei se é dos olhos para fora Não sei do que ri Eu não sei se ela agora Está fora de si Ou se é o estilo de uma grande dama Quando me encara e desata os cabelos Não sei se ela está mesmo aqui Quando se joga na minha cama Ela faz cinema Ela faz cinema Ela é a tal Sei que ela pode ser mil Mas não existe outra igual
Quando ela mente Não sei se ela deveras sente O que mente para mim Serei eu meramente Mais um personagem efêmero Da sua trama Quando vestida de preto Dá-me um beijo seco Prevejo meu fim E a cada vez que o perdão Me clama Ela faz cinema Ela faz cinema Ela é demais Talvez nem me queira bem Porém faz um bem que ninguém Me faz
Eu não sei Se ela sabe o que fez Quando fez o meu peito Cantar outra vez Quando ela jura Não sei por que deus ela jura Que tem coração E quando o meu coração Se inflama Ela faz cinema Ela faz cinema Ela é assim Nunca será de ninguém Porém eu não sei viver sem E fim
Escrito por Patrícia Lobo às 13h24
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QUANDO EU ME SINTO PRÓXIMA DELE
Hoje, como têm sido há duas semanas, fui caminhar. Adotei a iniciativa de caminhar no Horto Florestal todos os dias. Ao caminhar me entendo, me conserto e desconserto, converso, penso eu, me concentro entre os meios, me vejo por dentro, me examino. Grito com ele e recebo teu dulo. O passo é firme e forte, rápido. É assim que eu gosto. Hoje mesmo, assisti em torno ao lago o comportamento de uma trupe de patos. Eles deveriam estar brincando, jogando alguma coisa, vai saber? Cada um tem seu jeito de brincar. Como sempre, acaba sempre tendo um brigão. Acho que era uma espécie de corrida, pois tinha uma distância demarcada, onde eles iniciavam e terminavm a prova, exatamente na mesma linha. O brigão estava lá gritando e o outro revidou o berro, os outros continuaram na deles. São engraçadas certas coisas. Eu parei pra os obeservar. Mas foi a coisa mais bela que vi, nessas últimas duas semanas. De certa forma, eles se entendem. Mais adiante, os macaco, que eu tanto tenho adoração. Acho divino essas coisas, a forma que eles, os macacos, seguram a banana, a forma que eles olham, tocam nas coisas. Não tenho palavras pra descrever tamanha beleza que realmente eu percebi. Ali têm mãos divina. Pois é exatamente aí que se tem vida, que se vê vida de verdade. Eu quando menina, 15 anos mais ou menos conversava com uma amiga a minha adoração por pessoas, estava iniciando a vida praticamente, e ela me dizia "Não! Os animais são adoráveis. Entre uma pessoa e um animal, eu fico sem pensar duas vezes, fico com animal clatramente" E eu falava, "mas como? Poxa! Pessoas!" Sabe como é, eu não tinha percebido. Eu tenho uma gata em casa, teu nome é Sandra Maria, ela está em casa fazem 8 anos. Adoro esse animal, ela têm seus interesses claros. Agem bastante por interesse, com instinto, é natural, ela é animal. Mas joga limpo, saca? Ela ainda não sabe comer azeitonas verdes com caroço, mas ela chega lá. E sabe que quanto mais vão se passando os dias, eu valorizo mais os animais, me refiro aos irracionais. As pessoas aos poucos vão tirando minha crença nelas, é meio que um processo de auto destruição. Também não vou dizer que conheço pessoas fantasticas e acredito que conhecerei mais ainda. Mas eu penso duas vezes quando vejo um animal. Eles são divinos e quando eu entro no Horto Florestal eu me sinto entrando de portas abertas no paraíso, na divindade, no coração.
Escrito por Patrícia Lobo às 12h22
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Minha cabeça a ponto de explodir. Tudo está girando...
Escrito por Patrícia Lobo às 09h12
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E a seleção ainda não convence. Assistir o jogo junto a risadas, pois existiram momentos que pareciam piadas, uma espécie de "as melhores cassetadas", mas estamos aí 2 x 0.
Escrito por Patrícia Lobo às 09h12
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