NA TERÇA ASSISTI,
O FILME: A CONCEPÇÃO

O filme de José Eduardo Belmonte, fez com que eu levasse muito em consideração o argumento, no qual realmente achei interessante. O filme tecnicamente é bem realizado, porém percebo que sua linguagem é indefinida, levando a crer que o filme é uma abordagem Experimental.
Mas nada melhor do que ver o Milhen Cortaz "dando" para o Matheus Nachtergaele...
Pela noite a fora - GAROTAS DA QUADRA

As amigas Aline Abovsky e Ester Laccava, simplesmente magníficas na montagem dirigida e adaptada pelo Mário Bortolotto, do livro de Rebecca Prichard. A peça é um trabalho primoroso de atuação, com um texto coeso e picos extremos entre a risada e o choro. Uma bela oportunidade para encantar a vida. Até semana que vem somente a peça fica em cartaz. Terças e Quartas às 21:00hs/ Espaço Satyros 1 - Praça Roosevelt.
Escrito por Patrícia Lobo às 10h08
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FORA DO TEMPO
Em uma conversa informal acabamos descobrindo o que cada um carrega em suas guias. A conversa era minha geração. Para ser mais sincera acredito que a conversa era destinada a pessoas em seu geral. É engraçado que o valor ao que se é tangível é muito mais relevante do que a porta aberta do seu castelo vermelho e com portões de aço. As pessoas o tempo todo estão falando em correrias e chorando aos prantos em seus quartos vazios e seu castelo vermelho, de portões de aço e inatingível continuando protegido. Mas sua prestação de carro, seu perfume preferido, seu jeans daquela marca, seu futuro negócio, seu restaurante continuam sendo favorecidos. Troca-se uma chance e ganha-se o glamour. Você não fala mais sobre o que sente, seu catelo vermelho, de portões de aço e inatingível continua protegido a espera de um pica, ou talvez de um pau e acha que ninguém está percebendo. Você é transparente, mas de repente convence e aí à noite cai em seu grau do frio ao quente e a gente se entende até o amanhecer, você muda vira gente e esquece da selvageria da noite decorrente e assim vai até até me perder, aos poucos e dolorosamente porque eu sinto e finjo que estou contente. O valor da vida parece um desenho animado de tiroteios. Você vai discutir ao ponto de mesmo estando com o cano apontado em seus miolos, você resiste, mas evidente jamais darei o carro. Nessa hora você parece tão inconsequente, comparar tua vida com uma merda de um carro de 25.000,00. Você compara o valor de sua vida com tão pouco? Só 25.000,00? A minha geração não sabe o valor de uma vida, é uma geração decadente, triste a moda de comprimidos, e brigas no baile. Uma geração que não sabe a importancia dos anos 50, 60... Pois senão perderiam seu tempo escutando Elvis Plesley, assistindo direções de Sidney Lumet e Henry Foster, perderiam tempo observando a beleza e talento de Marlyn Monroe e James Dean, mais adiante Maryl Streep e Robert De Niro. Perderiam tempo lendo quadrinhos de Harvey Pekar e Robert Crumb, e leriam Henry Miller e John Fante. Adorariam ver as ilustrações de Andy Warhol e mais adiante se encontrariam em qualquer bar com a voz de Tom Waits e talvez, aí sim entenderiam o valor da vida começando com o vizinho e jamais levariam em conta que alguma coisa vale mais do que a vida, que a fúria, a raiva, o descontentamento, a alegria, a tristeza, o amor, a farra, a solidão... seriam representadas pela vida e não a tirando. Que com um porre e bons amigos você pode chorar as mágoas e não se entupindo de comprimidos e uma have vai tirar tua tristeza... A música é eletrônica, onde eu posso perceber vida nisso? Onde eu posso perceber alma? Essa é a minha geração e eu continuo como sempre - Fora do tempo.
Escrito por Patrícia Lobo às 10h26
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NOITE ACIMA DA MADRUGADA
Por meados da madrugada acordo de um sonho, poderia até mesmo dizer "pesadelo", bem aqueles sonhos que você de fato não deseja, ainda mais, tratando-se de nessa brincadeira toda a personagem principal ser exatamente você. O desconforto vem do abraço não dado, da massagem que talvez não adiantaria de nada, mas houve de certa forma tua boa intensão e isso já é o bastante. A noite parece fria, longe de receber o cobertor que minhas mãos poderiam ser. A cara fica pra cima e de alguma forma você tenta ser criativo pra pegar rapidamente no sono. Que sono? Ah! Vontade louca de dar uma volta pela rua, assim mesmo toda nua a espera do resfriado daqui umas 5 ou 6 horas seguintes. Parar no primeiro posto "BR" e assim mesmo, pedir um cappuccino e um pão de queijo e reparar no movimento com qualquer revista fuleira desde que não seja nenhum filósofo que me faça envelhecer, dessa vez, eu queria ser uma desconhecida, uma enlouquecida e de fato, totalmente ignorante só pra não ter na consciência que não fiz o que era pra ter sido feito com a bendita desculpa de que pensei, de que tive maturidade, de que fui responsável, mas que acima de tudo isso, me mantive triste.
Quanta bobagem a fora, quanta vontade de gargalhar e perder o ar, de passear com amigos loucos mesmo que para isso eu os conheci há um pouco mais de 10 minutos, nessas horas vale o humor e mantê-lo na bendita noite que o tem. Conversar por conversar sem saber de fato quem és e o que fazes da vida, isso pouco me importa. As pessoas perdem e se perdem antes de conhecer fulano ou fulana colocando rótulos - esse é fulano, não esquecendo é claro, do sacana do sobrenome, o peso dessa palavrinha sacana acompanhadamente da posição profissional que o sujeito se encontra. Foda-se tudo isso! Nessa noite eu prefiro que você não tenha nome, que você me leve pra um lugar que jamais pensei em ir, mas que pelo amor de Deus, faça o que tenha que fazer sem medo, sem moralismo e sem hipocresia. Falo isso, somente pro nosso bem.
Escrito por Patrícia Lobo às 08h20
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