Contando os pedaços dos papéis rasgados me desfaço do avesso do seu lado. A gente nem sempre precisa passar por determinadas coisas pra percebermos que dará tudo errado, ou pra saber onde vai dar. Cortando pedaços me descasco na laranja lima. Lima do aço que limou o meu pedaço de fora da cabeceira. E assim eu me desfaço como um quebra - cabeças. Que sabe qual é o final, mas como montá-lo? É como andar pelo quarteirão em meio às árvores. O chão molhado é a chegada do outono. Eu tenho quase certeza que vi o sol sorrindo pra mim. No parque andando em pedaços que desfaço folhas molhadas caídas a espera de um recomeço. Uma escolha nem muito simples assim e me deparo com medo, mas não com o medo de ter medo. Começa e não termina, parece que quando você tiver coragem de fazer, tudo dará certo, é exatamente assim, simples assim, mas e pra chegar até o fim? Preguiça, ou medo? Escolhas pensadas para um certo benefício, o seu benefício. Vôo, voar pras bandas de lá. Quando eu voltar você a de gritar. Para o meu desespero, eu olharei e por fim, terei chego ao final. É só colher. Só.
Escrito por Patrícia Lobo às 13h14
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Você bem sabe que sou chata, mas sabe que gosto disso . Gosto do frio, da chegada do outono, de observar o balanço das árvores. Nessas horas, eu fico longe. Talvez por isso, eu deva ser assim, fechada, pra muitos egocentrica, por viver e gostar desse mundo, o meu mundo, o mundo da imaginação. Eu leio muito, sempre tive um olho no livro e o outro na vida. Sou uma grande observadora da vida. E talvez por ser tão apaixonada pela minha vida, que é o trabalho, eu conscientemente me privo de amar.
Escrito por Patrícia Lobo às 09h43
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Voar, voar... Logo mais eu vou voar. Pra lá e pra cá eu ei de voltar. Com vistas mais belas, eu sei que vou me deparar. Com aquele sorriso no rosto nada vai me fazer lembrar da tristeza no rosto em tempos nebulosos. Tudo pra esquecer e quando voltar eu sei, sei que irei brilhar.
Escrito por Patrícia Lobo às 21h49
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A chuva cai e ela continua. Eu refugiada na floresta. Pois onde eu moro é como se fosse. Afastado, arborizado, tranqüilo. Há um tempo eu queria mudar, mais próximo de minha rotina de trabalho, hoje repensando prefiro não. O abrigo tranqüilo é o meu descanso, longe de tudo próximo que me estressa. Gosto de ficar longe. Você pensa melhor, respira melhor. Essa coisa de bairro de serra, totalmente residencial. Gosto dessa coisa. Dos amigos de anos, de amigos de bar. Aqui tem um Pub muito bacana, gente muito bacana e musicalmente falando sempre tocou Blues. É. Gosto de ficar longe.
Escrito por Patrícia Lobo às 12h04
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Amais sem paixão; ardeis em zelo sem desassossego; arrependeis - vos sem ato doloroso, irai - vos e estais calmo; mudais as obras, mas não mudais de resolução; recebeis o que encontrais, sem nunca o ter perdido. (Santo Agostinho).
Escrito por Patrícia Lobo às 10h51
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