Um telefonema e, eu cheguei perto de me encontrar. Encontrei-me com um anjo de voz doce e amigável. Foi o telefonema que havia dado. Era uma amiga muito especial. Amigas, se eu conseguir encher que seja somente uma mão, saberei que foi ficção. Uma linda fantasia. Há um ano e alguns meses, tenho proporcionado proximidade ao chão. Parece que eu não sei bem ao certo onde eu, quando eu me refiro “eu”, quero dizer à pessoa que me compunha e que não consigo encontrar. No telefonema eu estava voltando as minhas raízes, como se eu estivesse voltando pra casa. Certa vez meu pai disse “Onde está a tua doçura? Você era tão doce. O que está acontecendo?” No telefonema, minha amiga disse, “saudade de você”. Eu pensei “Eu também. Até agora eu não sei onde fui parar. Eu tento, procuro e não me encontro”. Dizendo ao telefone, desde de o ano passado estou assim, meio perdida. Ah! Desde de finalzinho de 2004, agora em 2006. Eu só queria me encontrar, ser eu mesma. Saudade daqueles tempos, eu dizia. Meus pais sempre moraram aqui ao lado do Horto Florestal, pertinho da Serra da Cantareira. A casa era cheia, composta por 4 Lobos, a época de frio por aqui é maravilhoso. Cresci aqui. Fiz amigos de infância e os tenho até hoje. Não nos encontramos sempre, mas existe a nostalgia dessa época onde a floresta era composta por crianças inocentes que se preocupavam somente em sonhar, em sentir o frio na barriga como a gente fazia descendo os morros com papelão. Eu e mais 3 amigos homens. A gente tinha uma mania de querer fazer 12 anos, a gente achava lindo isso. Completar 12 anos. Com os 14 anos a gente idealizava a nossa banda de Rock’N Roll. Com os 14 anos a casa foi ficando vazia. O Lobo pai, havia ido embora, tenho certeza que não foi porque queria, mas foi como estivesse arrancando o cordão umbilical, meu pai sempre foi minha mãe. No telefonema, minha amiga, “você está tão distante”. Eu pensando e nisso eu não tive palavras e me contive deparando-me com uma gotícula que enxurrava meus olhos e aos poucos caminhou pela pele do rosto, com minha língua senti o gosto de sal e pensei “Estou distante de mim mesma e ainda imagino como me encontrar”. Por detalhes, por carência a gente entrega nossas vidas na oportunidade de se enxergar no outro tudo que a gente não tem e se apegamos como crianças inocentes em situações que podem levar tudo a perder, principalmente, muito tempo pra se recompor. Você acredita e se joga pra poder culpar o outro. Dor, isso alguém explica? Enquanto isso eu continuo me procurando...

Escrito por Patrícia Lobo às 21h21
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COMPORTAMENTO.

Durante um certo tempo, eu tinha. Medo do que podiam achar, sabe de uma coisa? As pessoas acham demais. Sempre odiei o tal do achismo.  Pessoas que acham que gritando resolvem alguma coisa. Quando você se depara, seja no banco, seja na padaria, seja na portaria de seu prédio, quando você percebe que o imperialismo está armando, como o sistema político americano. Soa aquela voz gritante e autoritária. Odeio pessoas que agem assim! Rua pra essas pessoas! Acho e sugiro para você que trabalha na padaria, você que é porteiro - LIGA O FODA-SE! Existem formas e formas de pedir para as pessoas coisas. Ninguém pode atropelar isso. É muito triste quando me deparo com pessoas assim! É triste e feio. Pessoas que se acham mais por acreditarem que são mais favoráveis quando se diz "estrelas". Ah! Mandam se foder! Deixam eles falarem alto, mas fazem um favor - é necessário soltarem uma na cara dessas pessoas mal educadas e donas de si.

É FEIO DEMAIS ATITUDES DESNECESSÁRIAS!



Escrito por Patrícia Lobo às 13h18
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Não me tirem do sério!

O pior é que não consigo olhar pra cara de certas pessoas.

 

 

 

 



Escrito por Patrícia Lobo às 12h25
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Seja como você é, pois é assim que descubro em você tudo o que quero, mesmo que talvez você não seja nada disso.

Escrito por Patrícia Lobo às 20h55
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Vontade de gostar de alguém. E que sumam meus fantasmas criados por mim mesma. O ano passado eu acreditava que "O teu amor é uma mentira, que a minha vaidade quer". Hoje " Socorro eu já não estou sentindo nada". Quero o novo. Quero coisas novas. Saudade de janeiro. Saudade do responsável pela minha paz.

Escrito por Patrícia Lobo às 09h35
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Quando você resolve falar com você mesmo. Por essas e aquelas. Por meio e pelo entre. Noite abarrotadas de gente e meia volta vou ver deparadas com camas vazias e travesseiros molhados tanto de babas quanto do choro retido. Você acredita em mudanças, mas tudo não passa de sombras estampando seu delírio. Não adianta. Sempre será assim, que pena. Ela procura mesmo não pedindo e muito menos precisando. Por trocas de amasso e um beijo enxugado. Uma loucura perambulada via banheiro e escada orquestrada em um baile voltado ao Funk. Ela te vigia sem ser notada e por essas e aquelas, você acredita. Mentiras embrulhadas para conter o teu ânimo que já devia ter se acostumado com tanto vazio. O teu coração resiste diante da lembrança quando você a observa, quando você repara seus traços, sua boca não consumida, seu pescoço a espera de um enrosco, sua pele jambo e seus pés e sua forma de andar igual à de seu pai. Ela tem muito de seu pai. Você acredita naquela menina que conta como foi sua infância e como ela mesma não sabe bem ao certo porque age assim. Ela se machuca e não percebe ou nega-se a ver. Você se sente engolindo um caminhão por vez e não pode se quer despedir-se. Você ama essa menina que agora virou ela e procura por vielas encontrar um outro alguém que ainda faça você perceber a arte no canto dos pássaros e o quanto o cinza de São Paulo é confortante. Você procura não pensar, pois de certa forma tem pensado em coisas não muito legais, você se esforça e se vê enforcado a cada instante. A insatisfação é acumulada como na loteria federal e seu sorriso colori em elogios nas bocas dos outros. Você chegou até o fim, no fim do poço e gritou como um louco. Você preferiu decair o teu trabalho pra se ver perto e enxergar que havia feito o todo. Mesmo assim, você se vê triste e não existe mais saída. Nada vai mudar, nada elevado a ela vai mudar. Desiste disso. Você já foi longe demais. Chega a tua coragem, seja covarde agora, talvez você consiga ser mais feliz assim. Agora eu só não quero ver-te assim. Nunca mais!

Escrito por Patrícia Lobo às 20h16
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